quinta-feira, 17 de março de 2016

PARA SER LIDO NO PLENÁRIO MUNICIPAL DE FERROL EM QUARTA-FEIRA, 16 DE MARÇO DE 2016. JORGE SOARES NÃO CONCEDEU A PALAVRA. A ESCUSA FOI QUE O PLENÁRIO ERA EXTRAORDINÁRIO. DISTRIBUÍRAM-SE 300 FOLHAS NA PORTA DA BAZAM E 200 NA CONCENTRAÇÃO EM FAVOR DAS PESSOAS REFUGIADAS ONDE DENUNCIAMOS A HIPOCRISIA DE SINDICATOS, PARTIDOS E CONCELHO DE FERROL QUE APOIAM CONSTRUIR CORVETAS PARA ARÁBIA SAUDITA

1. A Arábia Saudita, junto com Israel, EUA e alguns mais foram os que desencadearam a GUERRA CONTRA A SÍRIA. O drama das pessoas REFUGIADAS que tanto nos comove foi causado pelas ARMAS da Arábia Saudita. Aqui votásteis UNÂNIMES em favor de mais armas para a Arábia Saudita. Sofisticadas armas: CORVETAS. E hoje acudireis, convocais, à manifestação em favor das pessoas refugiadas. Sois uns FARSANTES, HIPÓCRITAS, FINGIDORES, NÃO TENDES VERGONHA, SEM-VERGONHAS. Tendes que pedir PERDÃO às VÍTIMAS DA GUERRA IMPERIALISTA encabeçada pelos EUA e Arábia Saudita e EXIGIR à Junta da Galiza alojar pessoas refugiadas no Monte do Goço onde há cerca de duas mil camas que nunca se utilizam. Exigir-lho à franquista Nava Castro.
2. PEDONALIZAR desde a Porta Nova até além da Praça do negreiro Amboagem GARANTIRIA SEGURANÇA ABSOLUTA para peões livres de carros e EVITARIA despesas em estudos e passos de zebra.
3. INVESTIMENTO para Plano de Desenvolvimento Industrial baseado em ASTANO CONSTRUIR BARCOS é o que precisamos. Reivindicar e MOBILIZAR com esse objetivo encabeçados pelo alcaide, Jorge Soares, é o que levamos exigindo-te desde antes do 5 de agosto sem escutares o clamor proletário de Ferrol e Comarcas. Repara no FÁCIL que é TRANSFORMAR FERROL. Só tens de convocar Plenário Extraordinário, com voz para nós, e EXIGIR INVESTIMENTO PARA ASTANO CONSTRUIR BARCOS, MOBILIZANDO.
4. FERROL REBELDE, cem anos de história obreira. Está bem. É só que o proletariado do Ferrol REBELDE lutava e luta por objetivos políticos DEMOCRÁTICOS: A DEMOCRÁTICA UNIÃO DA GALIZA COM PORTUGAL. A República Federal do brigadeiro Poças era com Portugal. A Irmandade da Fala era com Portugal. A Confederação Republicana das Nacionalidades Ibéricas de Jaime Quintanilha Martínez era a Galiza com Portugal. Em identidade com os Dez Pontos da União do Povo Galego de Moncho Reboiras e com Castelão. Este defendia que os territórios da nação galega eram a Galiza, Portugal, O Berço e as comarcas limítrofes com as províncias de Lugo e Ourense. Defendia-o com Ricardo Carvalho Calero no Partido Galeguista e a UNIDADE do romance ibero-ocidental, isto é, do galego e do português. A REVOLUCIONÁRIA PORTUGALIZA DO REBELDE E REVOLUCIONÁRIO FERROLANO ERNESTO GUERRA DA CAL.
AFIRMAMOS A SUPERIORIDADE REVOLUCIONÁRIA E DEMOCRÁTICA de Ernesto Guerra Da Cal sobre qualquer outro. A sua COERÊNCIA prática REVOLUCIONÁRIA o fez publicar em 1959 «Lua de alem-Mar» com [ORTO]grafia portuguesa. E o fez por razões históricas e científicas, por considerá-lo inadiável, [URGENTE] e por seguir Murguia que já recomendou a UNIFICAÇÃO LINGUÍSTICA da Galiza com Portugal.
Eis onde reside o carácter REBELDE E REVOLUCIONÁRIO de Ernesto Guerra Da Cal. Na sua COERÊNCIA que o leva a considerar Portugal como a sua pátria livre e soberana, a de qualquer pessoa ferrolana e galega. Porque ele defende a UNIÃO NACIONAL da Galiza com Portugal, a PORTUGALIZA. Mesmo foi-lhe outorgado o passaporte, a nacionalidade portuguesa, por motivos POLÍTICOS, isto é, por se proclamar ferrolano, galego e português. Eis nesse simples facto, emprego da NOSSA SECULAR ORTOGRAFIA, onde reside a sua superioridade sobre qualquer outrem.
Em pleno XXI século o que temos de EXIGIR da Real Academia Galega é, em primeiro lugar, se proclamar REPUBLICANA. Do tipo da República portuguesa. Em segundo lugar, proclamar que galego e português são a mesma língua e que EXIJA à Junta da Galiza declará-la ÚNICA língua oficial da Galiza, para ser resolvido de IMEDIATO um conculcado direito elementar da população da Galiza: a ALFABETIZAÇÃO na sua própria língua e cultura.
E nós EXIGIMOS deste Concelho de Ferrol, CESSE A CENSURA que se continua a exercer sobre Ernesto Guerra Da Cal, dando o seu nome a atual Praça de Armas, financiando a publicação de uma sua biografia, se dirigir ao governo português para reativar o Prémio Ernesto Guerra Da Cal e, sobretudo, tomar todas as iniciativas para em Ferrol e na Galiza, em parceria com Portugal, ALFABETIZAR a população galega na sua língua e cultura, a língua em que o revolucionário e rebelde Ernesto Guerra Da Cal escreveu e publicou a sua IMENSA E UNIVERSAL OBRA, uma boa parte dela escrita em inglês que precisaria ser traduzida e publicada.
Eis o que o FERROL REBELDE E PROLETÁRIO reclama no XXI século e, como não, ASTANO CONSTRUIR BARCOS. Para além da PAZ e o DESARMAMENTO que reclamava em 1915, em Ferrol, o Congresso Obreiro Internacional pela PAZ. Acabo agradecendo a MARCOS ABALDE, o seu passeio por cem anos de história obreira: FERROL REBELDE.  

Em Ferrol, quarta-feira, 16 de março de 2016


ASSDO: MANUEL LOPES ZEBRAL, presidente de GALIZA SOLIDÁRIA e representante da COMISSÃO PARA A REUNIFICAÇÃO NACIONAL DA GALIZA E PORTUGAL

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