sábado, 24 de julho de 2010

O DISCURSO DE ZP «SUB INVICTO HISPANORUM DUCE»

Se Franco viver, mijar-se-ia de gosto com tanta bandeira «rojiwalda»; nunca na sua vida vira tanto e tão celebrado, e tudo graças ao espontâneo organizador da homenagem à «gesta dos nossos heróis», o presidente do governo espanhol, ZP, cujo discurso de mais de vinte minutos (pactuado com o BNG?) para responder a Jorquera (pescas, leite, carvão, ASTANO, Caixas, etc.) no debate do Estado do Reino repete as mesmas PATRANHAS com que os governos espanhóis burlam e justificam a ESPOLIAÇÃO da Galiza um após outro durante mais de trinta anos. A Galiza é a ÚNICA Autonomia em que vigora um Estatuto NÃO referendado por QUATRO DE CADA CINCO pessoas com direito ao voto: PRIMEIRA E FUNDAMENTAL ESPOLIAÇÃO, a da soberania popular, a do direito a decidir. Nosaltres decidim? Isso só se debate para os catalães, para os QUATRO GALEGOS de cada cinco que não referendaram o Estatuto de Autonomia, não! Para os galegos não há nada que debater, esta bem como está: o Estatuto vigorante não referendado pelas quatro quintas partes dos votantes, as pescas, o leite, o carvão, ASTANO, FENOSA, ENDESA, Charlin, o Baúlo, os juízes Varela, etc.
Tá bem assim, porque como ZP discursou, os avanços da Galiza graças ao Estatuto de Autonomia [aprovado pela metade mais um das pessoas com direito ao voto, patranha que transmite a face e talante de ZP e não apenas] foram muito grandes particularmente no relativo a ASTANO, difícil e complicado, no aumento da população que «FERROLANEA» sub invicto hispanorum duce Francisco Franco Bahamonde, na representação municipal de A Crunha desde Domingo Merino até ao alegre Lalalã com banda vaticana, no voto «acarrejado» e na fraude eleitoral da FRAGUISTA feijoada à espanhola. Não queremos entrar em outras particularidades como o que nos ROUBAM cada ano dos impostos que pagamos que já é ROUBO àvondo, ROUBO longíquo. Daí que Rosália de Castro se hoje viver não escreveria «Galiza não deves chamar-te nunca espanhola porque a Espanha, ai! de ti se esquece»; Rosália escreveria «porque a Espanha te come a ENTRANHA e te conta PATRANHA», de rima fácil mas mais verdadeira.
Não podemos esquecer dentre os avanços do Estatuto de Autonomia a Companhia de Radio Televisão Galega, CRTVG, através da qual o direito da Galiza a uma informação veraz, imparcial, rigorosa, precisa está plenamente satisfeito; a CRTVG avançou tanto que insulta TODA a população galega projetando o RACISMO de Rosa Diez em destaque, lembrem «galhego em sentido pejorativo» mesmo por cima de Feijó e com certeza, de Jorquera; nada importante se compararmos com a CENSURA sobre Rajoy: o informativo da TVG CENSUROU a ausência do «galhego» Rajoy na sessão em que o presidente do governo espanhol respondia à Galiza vinte minutos de PATRANHAS, respondia à terra de Rajoy cujo desprezo por ela patenteia-se na ausência e na censura.
Algo não vai bem no PP, talvez por isso, a Generala Saez de Santamaria, a substituir Rajoy, disse: «ZP, instalado na passividade, à espera de um GOLPE de sorte» e concluiu «o que a Espanha necessita é um GOLPE de «timón»». Em que estaria a pensar a generala com tanto GOLPE em tão breve espaço. O generalato no Reino da Espanha resolveu sempre em política a meio de um GOLPE mas não de sorte nem de «timón»: UM GOLPE DE ESTADO. Portanto a mensagem subliminal, a verdadeira mensagem da generala:«ZP, instalado na passividade, à espera de um GOLPE DE ESTADO. O que a Espanha necessita é um GOLPE DE ESTADO».
O julgamento dos eleitos municipais bascos organizados em Udalbiltza é o julgamento da soberania popular, é o julgamento do povo basco por os votar, comparável a punir palestinianos por votar Hamas e assassinar internacionalistas por lhes levar alimentos: A NOSSA SOLIDARIEDADE. Solidariedade que continuamos a reclamar a bascos de Gara e catalães de ERC seja RECÍPROCA: a Galiza, também é uma NAÇÃO.
E se Tojo disse que o discurso de ZP no debate do Estado do Reino justifica a greve geral do 29 de Setembro, nós dizemos que o discurso de ZP, o de Rajoy e o das senhorias, TODAS, justifica a necessidade e urgência de operariado, povos e nações submetidas à monarquia espanhola, tomarem o poder a meio da INSURREIÇÃO para governar em REPUBLICANA DEMOCRACIA PROLETÁRIA, regime ao que se pode aceder empregando todos os métodos de luta, segundo resolução em «Martes» e treze de Julho de 2010 da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses; portugueses aos que Alierta ameaça com atacar, invadir e ocupar se o governo de Sócrates não lhe vende à Telefónica, hoje é o último dia do prazo, as ações que Portugal Telecom tem na holandesa Brasilcel que controla a brasileira VIVO, vendam! Brada Alierta.
Em Ferrol, Sexta-Feira, 16 de Julho de 2010
COMISSÃO PARA A REUNIFICAÇÃO NACIONAL DA GALIZA E PORTUGAL

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