terça-feira, 10 de junho de 2014

MESA GALEGA DE PARTIDOS? NÃO! ASSEMBLEIA NACIONAL DA GALIZA (distribuídas 225 folhas às 13h00-14h35 da segunda-feira, 9 de junho de 2014 na porta da Bazan rua Taxonera)



Mesa Galega de Partidos? Não porque nela não estará o proletariado e o povo galego, apenas os partidos políticos ditos SOBERANISTAS. O que se passou com o Conselho de Forças Políticas Galegas? Levou-o a maré porque não tinha os alicerces do proletariado e do povo galego. Tinha programa? Tinha mas levou-o também a maré e o franquismo continuou com a DITADURA da corrompida monarquia. Qual a representatividade da Mesa Galega de Partidos ditos soberanistas? Muito pouca. Em termos de votantes, pouco mais do 10 % em 2012.

Qual o programa dos partidos políticos ditos soberanistas? A soberania da Galiza? Não há um que não FALSIFIQUE O PENSAMENTO E OS OBJETIVOS DO NACIONALISMO desde a sua fundação na Assembleia Nacionalista de Lugo em 1918 no relativo à questão FULCRAL: A UNIDADE NACIONAL DA GALIZA E PORTUGAL; à IDENTIDADE da língua galega e a portuguesa; a reivindicar a Autodeterminação da Galiza nos foros internacionais (Sociedade das Nações). Todos reivindicam as Irmandades da Fala mas OCULTAM que eram da Galiza e PORTUGAL. Todos reivindicam o seu trabalho em favor do galego mas OCULTAM que por encomenda delas João Vicente Biqueira RECOMENDOU o estudo do galego com gramáticas e dicionários PORTUGUESES.

Todos reivindicam Castelão e o Sempre em Galiza embora ocultem e mesmo COMBATAM O FULCRO DO SEU PENSAMENTO: «Também é seguro que a Galiza e Portugal se UNIRÃO algum dia». A Mesa Galega de Partidos EXCLUI o proletariado e o povo galego da atividade POLÍTICA, da participação de cada pessoa na POLÍTICA ativa, na tomada de decisões no exercício diário do direito a DECIDIR, outorgando-lha a uma insignificante MINORIA que DECIDE por milhões de pessoas.

Assembleia Nacional da Galiza? Com certeza porque a denominação está em concordância com a nossa tradição de COMBATE PELA DEMOCRACIA E A LIBERDADE NACIONAL; porque representaria a IMENSA MAIORIA da população; porque nela estariam o proletariado e o povo galego e as suas organizações de qualquer índole e dimensão EM PÉ DE IGUALDADE. Porque é o poder popular da Galiza DEMOCRATICAMENTE organizado. Porque já tivemos duas experiências PRÁTICAS que mostraram a UNIDADE, REPRESENTATIVIDADE, UTILIDADE, CAPACIDADE E EFICÁCIA PARA DERROTAR O INIMIGO do povo galego: a Plataforma Cidadã «Nunca Mais» e a Plataforma Cidadã «Queremos Galego», qualquer das duas, antes de ser DESMANTELADAS, com POTÊNCIA ENDÓGENA sobeja para a DERROCADA da delinquência que nos desgoverna.

Quanto ao programa da Assembleia Nacional da Galiza, podemos AFIRMAR que a Galiza que se reivindicava como NACIONALIDADE em 1918, em Zurique em 1933 e na II República, hoje tem reconhecido o rango de NACIONALIDADE na Constituição espanhola e no Estatuto de Autonomia e em termos de legalidade internacional assinada e ratificada pelo Reino da Espanha TEM RECONHECIDO o direito de autodeterminação que o Conselho da Galiza (Castelão, Elpídio Villaverde, Suarez Picalho e Antão Alonso Rios) defenderam perante o mundo.

Podemos AFIRMAR que a Subcomissão de Estudo de Reforma do Estatuto de Autonomia recebeu a ENCOMENDA de mais de um cento de entidades do proletariado e do povo galego para INCLUIR o direito de autodeterminação da Galiza no futuro Estatuto de Autonomia. Baseando-nos na nossa própria história passada e recente, nestes momentos de QUEDA da monarquia e em grave perigo de CONTINUIDADE DO FRANQUISMO, a Assembleia Nacional da Galiza DEFENDERÁ o direito de autodeterminação da Galiza.

Assembleia Nacional da Galiza integrada por pessoas, entidades e instituições, sem excluir ninguém, UNIRÁ E MOBILIZARÁ o proletariado e o povo galego para a derrocada da monarquia e os governos DELINQUENTES para em LIBERDADE a Galiza exercer o seu direito de autodeterminação.

Assembleia Nacional da Galiza promoverá a UNIDADE com Portugal. A Assembleia Nacional da Galiza defenderá os direitos da Galiza nos foros internacionais (CPLP, ONU) para nos dar a conhecer e ganharmos a opinião pública mundial.

Assembleia Nacional da Galiza? Com certeza porque representaria a IMENSA MAIORIA da população da Galiza face 34 deputados e deputadas a representarem pouco mais da quinta parte dos votantes. Assembleia Nacional da Galiza para resgatar o Parlamento SEQUESTRADO pelo FRANQUISMO monárquico. Daí o DEVER dos e das 34 parlamentares, ou de UM, de convocar no PARLAMENTO o proletariado e o povo galego para CONSTITUIRMOS a Assembleia Nacional da Galiza. Mesa Galega de Partidos? DERROTA. Assembleia Nacional da Galiza? VITÓRIA; portanto UNIDADE-AUDÁCIA, mais UNIDADE-AUDÁCIA e sempre UNIDADE-AUDÁCIA para INSURREIÇÃO.                                                                        
Em Ferrol, sábado, 7 de junho de 2014

COMISSÃO PARA A REUNIFICAÇÃO NACIONAL DA GALIZA E PORTUGAL

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