terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

UNIÃO LINGUÍSTICA E NACIONAL DA GALIZA E PORTUGAL (distribuídas 2000 folhas às 12h00 do domingo, 8 de fevereiro de 2015 na manifestação em favor do galego em Compostela)


 
Tem a Galiza um idioma próprio? Tem. Um idioma EXTENSO E ÚTIL porque se fala no Brasil, Portugal... O GALEGO É PORTUGUÊS. Tem a Galiza um território próprio? Tem. A Galiza é uma UNIDADE TERRITORIAL HARMÓNICA, integrada pela atual Galiza, o Berço, as comarcas limítrofes de Ourense e Lugo e PORTUGAL. Quem isto escreve, não somos nós, Castelão, nas páginas 41 e 44 do Sempre em Galiza, TRATADO POLÍTICO DE UNIÃO LINGUÍSTICA E NACIONAL DA GALIZA E PORTUGAL que ninguém pode CENSURAR OU FALSIFICAR. Temos o DEVER de proclamar esta VERDADE e denunciar CENSURAS E FALSIFICAÇÕES. O  Sempre em Galiza foi um arma contra o franquismo exterminador da língua e da nação, contra o imperialismo ou colonialismo monárquico espanhol, franquismo que continua após cerca de quatro prodigiosas décadas. Prodígio com que os inimigos do proletariado e o povo galego CONSEGUIRAM que os defensores do galego, os «amigos» da Galiza, assumiram e defenderam as suas prodigiosas armas para EXTERMÍNIO do galego, para LINGUICÍDIO. A Lei de Normativização e a Lei de Normalização Linguística, explicitamente promulgadas para PROIBIR o português que o galego É, particularmente a sua secular ORTOGRAFIA, sabedor o inimigo que qualquer pessoa galega a falar ou escrever no seu idioma está-o a fazer em português e se escrever na sua TRADICIONAL ORTOGRAFIA É IDENTIFICADO COMO PORTUGUÊS.
Desde a Lei de Educação de Villar Palasi em 1970 para IMPOR ALFABETIZAR EM ESPANHOL E IMPOR ANALFABETIZAR EM GALEGO, levamos cerca de meio século, cada dia com mais intensidade, sofrendo letal ANALFABETIZAÇÃO que nos aniquila como pessoas e como povo, que transtorna, que nos torna seres mentalmente atormentados sem fazermos o diagnóstico CERTO para termos o remédio que nos torna pessoas felizes e povo LIVRE, que nos cura o sofrimento: A ALFABETIZAÇÃO maciça na nossa própria língua e cultura, a ORTOGRAFIA, a língua e a cultura da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. O galego não é uma língua nem REGIONAL nem MINORITÁRIA. O galego é uma língua mais EXTENSA E ÚTIL do que o francês que é língua oficial na ONU. O galego não é como o basco ou catalão, minoritários e cingidos a pequenos territórios. O Plano Geral de Normalização Linguística de 2004, UNÁNIMEMENTE, é radicalmente contrário ao que o galego é, uma língua para mais de 200 milhões de utentes. O PGNL nos espolia como pessoas e como povo dos benefícios e a cultura produzidos pelo trabalho desse imenso universo criador humano na nossa língua e ORTOGRAFIA que a CPLP é.
O inimigo é o franquismo e o RACISMO que aninha no PP e também no PSOE de Felipe González e mesmo no madrilenismo de Podemos. O madrilenismo é fascismo e RACISMO contra nós. A RAG, o ILG, a AS-PG, MNL, UPG, BNG e não apenas, o mais genuinamente dito defensor do galego e da Galiza, levam cerca de 40 anos coincidindo com o inimigo no fundamental: NEGAR A IDENTIDADE DO GALEGO COM O PORTUGUÊS particularmente COMBATENDO, sendo agentes ativos na PROIBIÇÃO da nossa secular ORTOGRAFIA. E NÃO SE PODE CALAR MAIS ESTE CLAMOROSO FACTO. Exigir-lhe ao franquismo do PP que cumpra a LNL, o PGNL, É EXIGIR O EXTERMÍNIO DO GALEGO, A ANALFABETIZAÇÃO A QUE NOS SUBMETEM. É como lhe exigir à raposa não comer galinha. O Decreto de Plurilinguismo da raposa RACISTA PROÍBE O GALEGO? Então porque lhe chamamos CONFLITO LINGUÍSTICO a um ato de TIRANIA E RACISMO?
Temos um grave CONFLITO. Proclamamos [João Costa Casas (Terra e Tempo, nº 171, 25 de julho de 2014)] «as oportunidades que abre dominarmos e usarmos o padrão internacional da nossa língua, aquando conhecido o galego, O ESFORÇO PARA DOMINAR O PORTUGUÊS FORMAL É MÍNIMO» e cerca de duzentos dias após continuamos sem fazer o MÍNIMO ESFORÇO individual e coletivamente (UPG, BNG, CIG e não só) para dominarmos o português que falamos e escrevemos SEMPRE com ortografia espanhola. Qualquer pessoa galega pode numa semana dominar o português só aplicando a nossa ORTOGRAFIA. O CONFLITO ESTÁ EM NEGARMOS A IDENTIDADE linguística e nacional da Galiza e Portugal. Eis a chave. Denunciamos na ONU o Feijó por exterminator do galego acompanhando bascos e catalães? Por que não acompanhados de Portugal, manda-lho a sua Constituição, e da CPLP? Fazem mais força dez milhões de bascos e catalães do que 240 milhões de Alalãs da CPLP? Por que não vamos à ONU para EXIGIR a nossa EXTENSA e ÚTIL língua ser OFICIAL por ser demograficamente mais do que o francês? Não querem os 240 milhões de Alalãs da CPLP ou não queremos nós? Apelamos para o povo português para a defesa da sua/nossa língua? E o resto de povos de língua oficial a nossa? O que estamos a fazer? Temos um idioma gerado DURANTE SÉCULOS por galegos e galegas? Temos! Então por que o Sermos Galiza e o seu diretor não quer ser Galiza na ORTOGRAFIA DO IDIOMA DURANTE SÉCULOS? Porque Fraga e o franquismo a PROIBIU? Por que CENSURA os que escrevemos estas VERDADES, os que não calamos a boca para sermos deveras Galiza? O dano que se lhe está a fazer ao povo galego, a nós próprios, é IMENSO. As políticas de LINGUICÍDIO da Junta, a Lei de Educação, VIOLA os direitos das crianças FORÇADAS a falar, ler e escrever em espanhol. Quem nos proíbe a nós de EXIGIR uma Lei de Educação OBRIGATÓRIA na nossa língua portuguesa? Quem nos PROÍBE criar um contra poder lançando vastas campanhas de ALFABETIZAÇÃO na nossa própria ORTOGRAFIA, língua e cultura? Os subsídios do franquismo da Junta? Conseguiríamos subsídios dos povos e governos da nossa língua se, empreendedores, utilizássemos a nossa secular ORTOGRAFIA? COM CERTEZA!
Temos de fazer uma CERRADA E UNIDA DEFESA DA NOSSA IDENTIDADE, do nosso direito à autodeterminação face à vaga de madrilenismo que nos vem através de Podemos. Assembleias Municipais de Concelho para chegarmos à Assembleia Nacional da Galiza. Estamos em condições de VENCER, de ganhar a batalha, a tudo o que se opor à UNIÃO LINGUÍSTICA E NACIONAL DA GALIZA E PORTUGAL porque também é seguro que a Galiza e Portugal algum dia, próximo, se UNIRÃO como disse Castelão e nós dizemos, com INSURREIÇÃO.
Compostela, domingo, 8 de fevereiro de 2015
COMISSÃO PARA A REUNIFICAÇÃO NACIONAL DA GALIZA E PORTUGAL

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